Segurança Pública

Força tarefa no combate ao crime de abigeato

31/07/2013 18:01
 

Pecuaristas estão apreensivos com aumento de abigeatos(Foto:Arquivo/Divulgação)

O abigeato consiste em crime de furtos envolvendo animais do campo, tais como bois, vacas, ovelhas, e até mesmo equinos. Tem por característica o fato de ser sempre praticado durante o período noturno, haja vista que a escuridão ou a pouca vigilância acaba por facilitar a execução do delito e também tornar difícil a identificação do agente praticante.

Segundo o Jornal do Pampa, o Sindicato Rural de Caçapava do Sul, tem se mostrado apreensivo devido ao aumento do índice de crimes de abigeato que tem ocorrido pelo interior do município. O presidente da entidade, Sandro Ferreira, tem ouvido pecuaristas e buscado maior apoio das autoridades. Como maneira de trazer o tema à tona, Ferreira buscou toda a imprensa local a fim de mostrar a realidade que os produtores estão vivenciando.

POLÍCIA CIVIL
A Polícia Civil de Caçapava do Sul tem realizado um trabalho intensivo diante da realidade do aumento dos casos de crimes de abigeato na cidade.

De acordo com a Delegada Fabiane Bittencourt, a preocupação com os casos de abigeato já vem de tempos. “Nos últimos anos foi possível constatar uma diminuição no número de crimes de abigeato, porém nos últimos três meses houve um aumento, causando uma preocupação maior entre os produtores”, afirmou Bittencourt.

Fabiane informou que quando acontece um caso de abigeato, é necessário que o produtor vá até a delegacia e faça o registro da ocorrência, a fim de que o caso tenha um olhar da chefia de polícia e até mesmo para medir os índices do município, sendo também uma maneira de buscar mais recursos e amparo do estado.

“Quando o produtor é a vítima e entra em contato comigo ou com o setor de investigação, nós buscamos ir ao local, verificamos os sinais deixados no local, coletamos dados que são importantes para desenvolver a investigação, onde tiramos subsídios para levantar suspeitos”, explanou a Delegada.

A Delegada informou que tem participado de reuniões e eventos que acontecem pela região visando solucionar os casos de abigeato.

“Existem várias maneiras de impedir que o abigeato aconteça, deve existir um trabalho em conjunto entre todos os setores envolvidos. O proprietário deve reforçar a segurança na sua propriedade, a Brigada Militar deve estar fortalecida, a Polícia Rodoviária Federal também deve ser cobrada tendo em vista que o transporte do animal muitas vezes se dá pelas rodovias, uma atuação forte da prefeitura através da vigilância sanitária nos pontos de venda de carne clandestina e a polícia civil deve atuar na parte de investigação e punição para os abigeatários”, concluiu Bittencourt.

VIGILÂNCIA SANITÁRIA
A Vigilância Sanitária tem um amplo foco de trabalho, realizando fiscalizações em todos os estabelecimentos de saúde, beleza e alimentos, abrangendo o transporte de produtos, controle de qualidade da água, entre outras atribuições.

No caso dos produtos alimentícios, a equipe de fiscais realiza averiguações nos estabelecimentos comerciais fiscalizando procedência, validade, acomodações, temperatura entre outros pormenores que são de competência dos fiscais.

De acordo com o coordenador da equipe de vigilância sanitária, Ariolci Nunes Maciel, algumas as ações dos fiscais se dão em conjunto com a Brigada Militar e Polícia Civil.

Maciel informou também que os  quatro fiscais cumprem um roteiro de rotina, fazendo vistorias prévias, em estabelecimentos novos, e regulares para renovação de alvará. Atendendo também as denúncias da população.

Os fiscais recomendam que as pessoas fiquem atentas e verifiquem a data de validade, condições de temperatura, acondicionamento e cor dos produtos e em qualquer anormalidade que entrem em contato com a vigilância.

POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL
De acordo com o Policial Adair, a Polícia Rodoviária Federal busca trabalhar através de denúncias e informações dos pecuaristas residentes às margens das rodovias. Adair destacou que os agentes do Posto da Polícia Rodoviária Federal de Caçapava do Sul já registraram e apreenderam ovelhas furtadas, porém não existe um programa de nível federal que busque combater o abigeato.

O pecuarista, Edu Rosa Teixeira, informou que sua propriedade foi alvo de abigeatários por três vezes, e o alvo da última ação dos criminosos foram cavalos.

De acordo com Teixeira, a região do Caldeirão, interior de Caçapava do Sul, apresenta um grande índice de furtos de animais. O pecuarista sugere uma fiscalização mais intensa nos estabelecimentos que vendem carne.

“A sensação é de imponência e vulnerabilidade. A ação dos abigeatários tem causado certo temor entre os proprietários de animais, que se mostram preocupados quanto à segurança e às suas vidas”, finalizou.

BRIGADA MILITAR
Para a Brigada Militar a ação contra os abigeatários se dá através de denúncias da população e também pelo registro das ocorrências.

De acordo com o Sargento Andre Pimentel, a fiscalização deve ser rigorosa em estabelecimentos que vendem carne sem procedência.

Conforme o Tenente Brilhante, o trabalho da Brigada Militar está interligado a outros setores do município, sendo necessário ações conjuntas com pecuárias, BM, Polícia Civil e Vigilância Sanitária.


Por Carol Petrin


Fonte: Jornal do Pampa

Jornal do Pampa






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