Opinião

Consciência coletiva está em falta? Clique aqui e confira o artigo

Não é possível apagar sozinho incêndios de grandes proporções ou conter a pandemia de forma instantânea, mas existem inúmeras possibilidades benéficas que podem ser feitas, a partir da sua própria iniciativa

27/09/2020 10:38
 

Foto: Reprodução

É muito fácil depositar a culpa de todos os problemas pessoais e do mundo no ano atual. O número pode ter algum significado para supersticiosos, mas é preciso ir além da superficialidade dos algarismos para entender o momento em que estamos vivendo. A proliferação de um vírus e mudanças climáticas causam perdas de vidas e escassez de recursos. Crises econômicas provocam desemprego e reacendem, até mesmo, um alerta tão temido durante eras: o da fome, pior das misérias humanas.

Se você pensa que o autor deste texto está pregando o apocalipse, fique calmo, pois se trata de uma tentativa de análise das ações e reações humanas e da natureza. Entre tantos episódios simultâneos, podemos citar a questão do aumento de preço dos alimentos. O valor do arroz, por exemplo, teve um salto impulsionado pelo consumo interno e mercado externo. Resumindo, o produtor prefere exportar, pois o valor é estimado em dólar, o que vale bem mais do que o real, que passa por uma desvalorização, diante da moeda que rege os negócios no mundo. O problema vai para a população brasileira que precisa pagar bem mais caro por um produto da cesta básica. Um pacote de cinco quilos que custava cerca de R$ 15,00 agora pode custar R$ 40,00, segundo uma reportagem do Uol (Para acessar, clique aqui).

Outro fator que preocupa são as queimadas que atingem parte do país. Daí você pode questionar: mas o que isso tem a ver com o Rio Grande do Sul? Primeiro, a fumaça trazendo poluição atmosférica que atingiu o Estado. Segundo especialistas, a poluição do ar não foi severa devido as chuvas dos últimos dias. No entanto, a queima de amplas áreas de floresta pode acarretar alterações climáticas em um prazo cada vez menor. Isto significa mais eventos climáticos extremos como tempestades, causando enchentes em vários locais.


Há ainda a questão dos vírus. De acordo com uma reportagem recente da BBC Brasil, existe 1 milhão de vírus no planeta (Para acessar, clique aqui). De imediato, pode assustar, mas segundo cientistas, apenas 10% deles fazem mal aos humanos. Um deles é o Novo Coronavírus (SARS-CoV-2). Ele é o responsável por provocar a doença chamada Covid-19. Os primeiros casos surgiram em Wuhan, na China no final de 2019. No entanto, a doença não ficou restrita àquela localidade e espalhou-se, fazendo com que a Organização das Nações Unidas (ONU) decretasse estado de pandemia no dia 11 de março de 2020. A Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, criou um site onde podem ser encontrados dados em tempo real do número de pessoas infectadas (Para acessar, clique aqui). Até 27 de setembro deste ano, o número ultrapassava 29 milhões de casos no mundo. No Brasil, um consórcio realizado por veículos de imprensa aponta que mais de quatro milhões de cidadãos tiveram o diagnóstico confirmado para o novo Coronavírus.

O quadro piora por se tratar de uma doença que ainda não tem cura. Os infectados podem desenvolver sintomas leves como febre, tosse e, em alguns casos, pneumonia. Porém, existem casos em que os sintomas são mais severos, podendo levar a insuficiência pulmonar, choque séptico, falência de órgãos e risco de morte. Conforme números recentes da Universidade Johns Hopkins, mais de 994 mil pessoas morreram em decorrência da Covid-19. No Brasil, foram registrados mais de 141 mil óbitos, segundo um consórcio contratado por veículos de imprensa.

Estas questões provocam diferentes reações em cada um. Há quem ignore, mas talvez a alternativa mais coerente seja buscar entender a realidade para buscar o bem comum. Trata-se de uma premissa que envolve questões puramente humanas: educação, valores e consciência coletiva. Pensar apenas no próprio umbigo, diante de inúmeros problemas é sentenciar a pequenez do egoísmo que não leva a caminhos muito promissores. Claro que não é possível apagar sozinho incêndios de grandes proporções ou conter a pandemia de forma instantânea, mas existem inúmeras possibilidades benéficas que podem ser feita, a partir da sua própria iniciativa: senso de consumo, evitar desperdícios de alimentos, separar o lixo, priorizar o uso e descarte de objetos recicláveis, participar de ações beneficentes, buscar saber sobre o que acontece a sua volta, seja a nível de comunidade, município, país ou mundo. O mundo gira e o sistema depende de muitas engrenagens. Se alguma engrenagem tiver problema, haverá um reflexo negativo.

Diante das possibilidades, buscar conhecer a si mesmo para tentar fazer parte de algo pode tornar o seu mundo e o dos outros, um pouco melhor. O lema é pensar na consciência coletiva, em meio a modinha do “myself”. Se a Covid-19 não tem cura ainda, previna-se. Ajude e oriente quem precisa. Se o vizinho colocou fogo no lixo, fale com ele, tente explicar sobre o risco de incêndios. Por fim, se não existem políticas públicas suficientes, pense bem e analise o que começa a surgir, a partir de agora, afinal estamos em ano de escolha dos próximos governantes. Sem dúvidas, o tempo mais importante é o presente.

Por Eduardo Schneider
Jornalista - MTE 0017709/RS



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