Caçapava do Sul

Familiares esclarecem a morte de Caçapavana que é caso suspeito de Covid -19

01/07/2020 14:22
 

Na tarde desta quarta-feira, dia 01, a irmã da mulher de 46 anos que faleceu em Caçapava do Sul nesta terça-feira, dia 30, e que é um caso suspeito de Coronavírus, Mariane Teixeira de Teixeira, procurou a redação do Farrapo para esclarecer sobre a morte da irmã e também protestar contra a nota oficial divulgada pela Prefeitura na noite de terça-feira.

Segundo Mariane, a sua irmã morava junto com a filha e a neta em Caçapava do Sul. “No sábado ela passou mal e levamos no Pronto Socorro, os profissionais informaram que poderia ser uma virose, ela foi medicada e liberada. Passou o domingo estável e começou a piorar na segunda-feira, dia 29, quando retornamos com ela ao Pronto Socorro. Nesta segunda vez, os profissionais informaram que poderia ser caso suspeito de Coronavírus, com isso, passaram a medicação adequada e disseram que após um determinado período fariam o exame. Todas as vezes que levamos ao PA ela estava com sintomas gripais”, disse Mariane.

Já na terça-feira, Mariane comentou que o estado de saúde da sua irmã começou a piorar. “A filha dela me repassava tudo que estava acontecendo e manifestava preocupação com a piora no estado de saúde, principalmente porque ela sempre teve problemas respiratórios, diabetes e era fumante. Quando ela piorou muito nós acionamos o SAMU, que estava em outro atendimento, mas na mesma hora entramos em contato com a ambulância da Funerária do Forte que prestou o atendimento imediato, levando ela ao Pronto Atendimento praticamente sem vida”, desabafou Mariane.

A irmã da vítima abordou ainda, que após a confirmação da morte, ela alertou os profissionais da Funerária que poderia ser um caso suspeito de Covid-19, e imediatamente suspenderam o velório e foi feita a coleta para exame.

“O que mais deixou minha família chateada e revoltada foi a maneira que a notícia foi dada pela Prefeitura, dizendo que a minha irmã foi achada morta, como se morasse sozinha, ou que a sua família não dava bola para ela, o que não é verdade, ela residia com a sua filha e a neta, e tinha toda a nossa assistência. Poderiam antes de publicar buscar as informações corretas antes de expor desta forma a nossa família. Por este motivo procurei vocês da imprensa para esclarecer o que aconteceu”, desabafou.

Mariane disse que a vítima era do grupo de risco, fumante, e tinha histórico de problemas respiratórios e diabetes. “Vamos torcer que o exame chegue rápido para saber as causas da morte da minha irmã. Mas só queria esclarecer que ela não foi achada morta em casa, ela estava com sua família e teve toda a assistência. As pessoas estão me atacando na rua para perguntar se era verdade que minha irmã foi achada morta e estou cansada de repetir a mesma história, por isso que resolvi esclarecer”, finalizou.

 



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