Política

Presidente Bolsonaro rebate declarações de Sergio Moro

24/04/2020 17:48
 

Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro falou sobre as declarações de Sergio Moro no final da tarde desta sexta-feira, 24. O presidente questionou as investigações feitas pela Polícia Federal em relação a agressão que ele sofreu durante a campanha com o crime que resultou na morte de Marielle Franco.

Bolsonaro também falou sobre conversas que teve com o ex-ministro da Justiça. Disse que ele pediu indicação para o Supremo Tribunal Federal.

Confira algumas frases marcantes do presidente Bolsonaro:

“Sergio Moro não participou da minha campanha”

“O diretor geral da Polícia Federal foi indicado pelo Moro. Eu confiava nele, inclusive ele trouxe sua equipe para Brasília. Todos os cargos chave são de Curitiba. Me surpreendeu, mas pensei, vamos confiar”.

“Eu estou lutando contra um sistema. Coisas que aconteciam no Brasil não acontecem mais. Muito pela minha coragem de indicar um time de ministros para melhorar o futuro do Brasil”.

“A extrema esquerda quer roubar a nossa liberdade”.

“Prezado Sergio Moro. O senhor disse que tinha uma biografia a zelar. Eu digo a vossa senhoria que tenho um Brasil a zelar”.

“A minha vida à pátria eu tenho dado”.

“Se eu posso trocar o ministro pela lei, porque não posso trocar o diretor da Polícia Federal?”

“A Polícia Federal mais se preocupou com Marielle do que com seu chefe supremo”.

“Entre o meu caso e o da Marielle, o meu está bem mais fácil de solucionar, pois um foi preso em flagrante delito”.

“Eu falo da minha vida particular. Nos últimos anos como parlamentar gastei menos do que podia gastar. Tenho três cartões. Dois são usados para pagar despesas de casa. O outro é o que posso sacar R$ 24 mil sem prestar contas. Quanto usei desta verba desde janeiro do ano passado? Zero”.

“Foi a PF que com seu trabalho técnico foi um elo pra salvação da minha vida. A cada esquina que eu passava, eles tinham um plano, pra caso eu sofresse alguma coisa. Eu devo a minha vida a esses homens”.

“Conversei só eu e ele (Moro). Eu sempre abri o coração pra ele. Duvido se ele abriu o coração para mim. Sempre digo para os ministros: confiança tem que ter dupla mão. Sempre falei pra ele: Moro não tenho informações da Polícia Federal. Eu disse que tenho que ter relatórios. Não interferir na PF”.

“Lembrei da Lei de 2014: a prerrogativa é minha. O dia que tiver que ser submetido a um subordinado meu, eu deixo o cargo de presidente da República”.

“Sempre procuro o ministro, mas por uma necessidade, como recentemente, tratei com a Marinha, depois falei com o Ministro da Defesa”.

“Mais de uma vez ele disse pra mim. Você pode trocar o Valeixo, mas depois de novembro, desde que me indique para o Supremo Tribunal Federal. E outra coisa: é desmoralizante para um presidente ouvir isso. Mais ainda, externar e sugerir a troca de superintendentes”.

“Lamento que a pessoa que mais tinha que defender legalidade, não faz mais”.

“Aquilo que defendi durante a campanha, os ministros tem obrigação de estar junto comigo. Não tenho mágoa do Sr. Sergio Moro. Hoje alguns deputados tomaram café comigo. Eu lhes disse: Hoje vocês vão conhecer quem realmente não me quer na cadeira presidencial. Vão conhecer às 11h. Se ele quer ter autoridade como eu tenho, que viesse como candidato em 2018”.

“Não posso conviver com uma pessoa que pensa completamente diferente”.

Farrapo




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