Economia

Estudo aponta que serviços e indústria são os principais impactados pela covid-19

20/04/2020 09:37
 

Foto: Reprodução

Dados apurados pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) mostram os efeitos da pandemia do novo coronavírus - covid-19 nos números da indústria e serviços, considerados os mais afetados pela crise.

Em março, o índice desenvolvido pela empresa de informações global IHS Markit para avaliar a atividade de negócios nos dois setores registrou o nível mais baixo desde o início da série, em março de 2007. O índice de 37,6 pontos ficou abaixo dos 50,9 registrados em fevereiro, queda maior do que a ocorrida durante a recessão do período entre 2014 e 2016.

Este e outros indicadores foram analisados no estudo "Covid-19: medidas e indicadores econômicos internacionais", elaborado pelo Comitê de Análise de Dados no âmbito do Grupo de Trabalho (GT) de Atividade Econômica. O grupo, instituído pelo governador Eduardo Leite e coordenado pela secretária da Seplag, Leany Lemos, é formado por pesquisadores do Departamento de Economia e Estatística (DEE/Seplag), servidores e especialistas externos.

O material, elaborado pelos pesquisadores do DEE Martinho Lazzari, Tomás Torezani e Fernando Cruz e pelo assessor da Seplag Januário Espíndola, apresenta indicadores de atividade econômica e as medidas de isolamento adotadas em diversos países.

Como indústria e serviço são setores importantes para a arrecadação de tributos do governo estadual, uma atenção especial foi dada aos dados existentes sobre a sua movimentação. Além do índice da IHS Markit, diversas pesquisas indicam a redução das atividades em segmentos como o de veículos, que registrou queda de 18,5% nos emplacamentos em março comparado com o mesmo período de 2019, assim como as vendas no comércio tiveram variação negativa de 13,7% no país no mês passado comparada com o terceiro mês do ano anterior. A pandemia também impactou a demanda e o acesso a insumos ou matérias-primas nas empresas.

Na análise da secretária de Planejamento, o estudo reforça a necessidade de o governo federal recompor as perdas na arrecadação tributária de Estados e municípios. “Todas as economias mundiais estão enfrentando uma situação jamais vivida antes. A queda de arrecadação será em todos os níveis, mas os governos centrais de diferentes países estão em socorro aos entes subnacionais, pois são estes os maiores responsáveis na prestação de serviços à população”, ponderou Leany Lemos. Ela lembra que, diante das medidas de isolamento social necessárias para conter o avanço da Covid-19, os impactos no consumo têm reflexos diretos na receita do ICMS e ISS.

Aprovado pela Câmara Federal, o projeto que prevê a ajuda da União para que governadores e prefeitos possam enfrentar a crise causada pelo coronavírus aguarda votação no Senado. A proposta estima que o auxílio para repor as perdas de arrecadação seria de R$ 89,6 bilhões no período de seis meses.

O Índice de Gestores de Compras (PMI, na sigla em inglês), outro indicador globalmente utilizado para análise em temas como produção, emprego, nível de estoques, novas ordens de compras e entrega dos fornecedores, também aponta o setor de serviços como o mais impactado no mês de março em todo o mundo, especialmente em segmentos como turismo, mercado imobiliário e transportes.

Clique aqui e confira o estudo do DEE/Seplag

Fonte: Governo RS

Farrapo




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