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  Estado

Ministério Público deixa de adquirir copos e utensílios plásticos

Por farrapo.rs
13/01/2020 10:21
 

A publicação no Diário do Ministério Público do Rio Grande do Sul na última quinta-feira, 9, vedou a aquisição de copos e utensílios descartáveis derivados do petróleo ou não biodegradáveis para o consumo de bebidas e alimentos no âmbito da Instituição.

A Ordem de Serviço autoriza a aquisição e o uso de materiais descartáveis biodegradáveis, como o poliácido láctico, o plástico de açúcar e o amido termoplástico, obtidos por meio de processos industriais que utilizam matérias primas de fontes renováveis, como milho, cana-de-açúcar, mandioca, beterraba, entre outras.

A restrição desses materiais também deverá ser observada por terceirizados, prestadores de serviços e cessionários de espaços e de auditórios nas Sedes do Ministério Público, mediante previsão contratual.

O documento sugere, por fim, que membros e servidores utilizem canecas, copos ou outros utensílios de uso individual nas dependências da Instituição.


Utensílios plásticos


O Brasil usa, em média, 720 milhões de copos descartáveis por dia. No MP/RS, esse consumo já vem reduzindo há alguns anos. Enquanto em 2012 foram utilizados mais de 17 mil, em 2017 esse número já passou para 8 mil copinhos plásticos.

Os índices de reciclagem de utensílios plásticos descartáveis são baixíssimos e, do ponto de vista econômico, é praticamente inviável a reciclagem de copos, pratos, talheres e canudos descartáveis.

Quando destinados para reciclagem, esses utensílios são geralmente descartados sujos de alimentos, o que constitui contaminação para a indústria da reciclagem, implicando altos custos e grande consumo de água para a lavagem e descontaminação, o que inviabiliza o retorno desses materiais ao ciclo industrial. O destino final de grande parte deles acaba sendo o ambiente, ou seja, rios, lagos, mares e oceanos, comprometendo o equilíbrio ecológico de maneira extremamente grave.

Fonte: MP/RS


Por farrapo.rs

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