Caçapava do Sul

O trabalho de "formiguinhas" da produção das rapaduras da Eronilda

 

Foto: Divulgação/Prefeitura

Foto: Divulgação/Prefeitura
Não tem como passar pelas ruas da Vila Henriques e não sentir um cheirinho doce no ar. Ou mesmo passar no Pantano, no ponto de parada de milhares de turistas de todo o Rio Grande do Sul rumo à fronteira, e ao Pampa, e não levar uma rapadurinha para casa. Ou vai dizer que você nunca ouviu falar da rapadura da Eronilda.

De diversos sabores (Chocolate e suas variedades, coco e suas variedades, leite em pó e suas variedades), mais de 10 mil rapaduras são produzidas semanalmente pela caçapavana Eronilda, e sua equipe, e enviada para diversas cidades do RS: Pantano, Bagé, São Gabriel, Cachoeira e, com as dezenas de turistas que ali passam, o doce caçapavano se espalha Brasil afora.

“Toda segunda e terça eu mesmo faço os doces de Chocolate meio amargo, e leite em pó puro, coco três sabores - branco, queimado, com nozes - e chocolate meio amargo, além do lançamento de coco zero lactose, numa equipe de 4 ajudantes, além do marido e do filho”, disse Eronilda.

O Prefeito Giovani Amestoy, fã das rapadurinhas e que sempre compra em Pantano, quando de suas viagens para reuniões na Capital Gaúcha, e agora para a primeira-dama Andressa Lisboa, grávida, e também fã das rapadurinhas, foram conhecer a pequena agroindústria familiar de Eronida, nos fundos de sua residência e se encantaram com o “trabalho de formiguinha”, da confecção dos deliciosos doces.

A caçapavana contou que nem sempre “tudo foi doce”, quando seu filho (a razão de tudo ter começado) era pequeno e ela não tinha trabalho para sustentar a criança, começou, sem nunca ter feito rapadura, a fazer a guloseima para vender:

“Com o equivalente a R$10 reais, que ganhei numa faxina, comprei os ingredientes e comecei a fazer. Errei muito no começo até acertar o ponto. Mas não desistia. Pegava as rapadurinhas prontas e saia de porta em porta com meu filho no colo vendendo. Muitos compravam por dó, por estar com uma criança pequena e no frio. Hoje, quando me encontram na rua, primeiro perguntam 'como vai a rapadura?' em vez de saberem de mim ou do filho”, brinca a caçapavana que achou um doce jeito de sustentar sua família e de levar a vida.

Com produtos de qualidade, coco importado do Ceará, que mantém bem fresco o doce e suculento, além de leite condensado, leite em pó e amendoim de alta qualidade, mantém o “selo Rapadura Eronilda” conquistado nestes mais de 20 anos. E fruto de muito trabalho e uma ajudinha divina também:

“Quando estava grávida do meu segundo filho, sonhei com uma rapadurinha diferente. A pessoa me ensinava em sonho a quantidade de cada ingrediente e o ponto certo do doce. Levantei e na mesma hora fui fazer e testar. Amei o doce e já coloquei na mesma semana a produção dele para venda, hoje é uma das mais vendidas”, diz Eronilda sem contar o segredo da receita.

Hoje, com a ajuda do marido André, Tenente aposentado, o filho que ajudava agora no quartel, ela e sua pequena equipe de “formiguinhas” produzem as diversas rapaduras numa cozinha industrial, bem montada, num galpão no mesmo quintal onde está sua casa, mas já tem planos de, num futuro próximo, construir uma fábrica de doces no terreno da esquina, que foi comprado, assim como o carro e sua casa, com a ajuda da venda das tão gostosas e conhecidas rapaduras da Ernonilda.

O Prefeito parabenizou a pequena agroindústria familiar conhecida já no Estado e colocou a Prefeitura, através da Secretaria de Agropecuária, indústria e Comércio à disposição de Eronilda para crescer ainda mais.

William Brasil - Imprensa da Prefeitura

Comunicação da Prefeitura / Caçapava do Sul




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