Educação

Manifestantes protestam em Caçapava do Sul contra bloqueio de recursos para a educação

Por Eduardo Schneider
15/05/2019 18:40
 

Após caminhada, concentração foi na Praça da Matriz (Foto: Eduardo Schneider/Farrapo)

Manifestantes foram às ruas na tarde desta quarta-feira, 15, em protesto contra o contingenciamento de recursos para a educação. A caminhada pacífica saiu da Unipampa, por volta das 14h30min e percorreu as principais ruas em direção a Praça da Matriz.

“A nossa luta é todo dia. Educação não é mercadoria”, dizia um dos cânticos entoados pelo grupo, formado em sua maioria, por estudantes e professores. Tudo isso, em meio aos sons de apitos e aos braços erguidos com cartazes. “Educação não é despesa”, advertia um deles.

Gabriel Marins, acadêmico do curso de Geologia da Unipampa (Foto: Farrapo)
Para o estudante do 7º semestre do curso de Geologia da Unipampa, Gabriel Marins, este foi um momento para conscientizar a população: “Além de gerar conhecimento, as universidades desenvolvem ciência. A nossa luta é pela nossa e futuras gerações, assim como pela valorização dos saberes, entre eles a filosofia”, destacou.

Natural de Salvador, capital da Bahia, Gabriel considera que o atual cenário foi estabelecido graças a uma sequência de fatores que geraram movimentos políticos: “Os protestos se intensificaram a partir de 2013, sem um propósito político. Isso acabou gerando movimentos políticos que ganharam poder e hoje estão prejudicando a educação”.

Segundo a diretora do campus de Caçapava do Sul, professora Aline Balladares, o contingenciamento será de 34% do orçamento discricionário, que envolve custeio e capital da Unipampa. “O custeio envolve material de consumo e serviços. O capital envolve obras, equipamentos e mobiliários. Em números, o contingenciamento representa menos R$ 19 milhões no orçamento”, explica.

A diretora ressaltou que toda a arrecadação da Unipampa é obtida com recursos do MEC, ou seja, não tem recursos de fundações como é o caso da URGS. “Afeta o papel social da universidade, que desenvolve projetos de ensino, pesquisa e extensão nos municípios de sua abrangência. Tudo isso é prejudicial para a nossa região, que historicamente é marcada pela estagnação econômica”.

A manifestação dos estudantes encerrou na Praça da Matriz com exibição de trabalhos acadêmicos. O objetivo foi mostrar o que vem sendo feito na instituição. “Agora precisamos do apoio da população e esperamos que todos reconheçam e valorizem a nossa universidade, que contribui no desenvolvimento de toda a região”, finalizou Aline.


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