Segurança Pública

Comerciantes falam sobre furtos em estabelecimentos comerciais de Caçapava do Sul

Por Eduardo Schneider
04/02/2019 17:08
 

Foto: Farrapo

A prática de furto, considerada crime contra o patrimônio, é uma das que mais prejudica o comércio de Caçapava do Sul. O saldo negativo envolve prejuízos financeiros e o que mais preocupa os comerciantes é a frequência deste tipo de crime.

“Todos os dias tem furto. São vários casos por dia. Os produtos mais procurados são desodorantes, bebidas alcoólicas e chocolate”, diz o proprietário do Supermercado Minuano, Henrique Tronco.

Um dos casos mais recentes aconteceu na filial do Supermercado Minuano, dia 31. Um homem de 42 anos foi preso após ser flagrado escondendo dentro da bermuda uma garrafa de whisky e dentro de uma sacola: um saco de pão, uma peça de salame e um cacho de bananas.

“Surpreende que não tem gênero, classe ou faixa etária específicos. É uma prática comum”, afirma o gerente da Rede Vivo, Lucas Teixeira. Ele relatou que em uma tentativa de furto, foram encontradas dentro da calça da pessoa: duas garrafas térmicas e uma quantia de carne.

No Super Engenho, a prática de furto não é registrada com tanta frequência, mesmo assim, a direção do supermercado ressalta que visa à precaução e investe em segurança.

Conforme estatística da Secretaria da Segurança Pública do Estado, foram 410 furtos registrados no município, no período entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2018. O levantamento também contabiliza outros tipos de furtos e não somente em estabelecimentos comerciais.


Foto: Reprodução
Monitoramento com câmeras de vigilância

Para tentar evitar furtos, uma das alternativas encontradas por muitos comerciantes é investir em segurança, através de monitoramento com câmeras de vigilância. Com auxílio das imagens, que ficam gravadas, são feitas as abordagens.

“Só abordamos o suspeito após passar o caixa e quando temos 100% de certeza. Fizemos isso de uma forma discreta. Procuramos convidar a pessoa para ir até uma sala e não causar constrangimento. Confirmando o furto, chamamos a Brigada Militar para fazer o Boletim de Ocorrência”, explica o supervisor da Rede Vivo, Jairo Oliveira.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Odacir Mariani, destaca que estes casos acontecem com frequência, por isso os lojistas se mantém informados através de um aplicativo de troca de mensagens que conta com a participação de representantes da Brigada Militar. “Neste grupo, nós trocamos informações sobre atitudes suspeitas, servindo como uma rede de alerta entre os comerciantes”, afirma.

Mariani também lembra que há cerca de dois anos a CDL apoiou um projeto do Rotary Club de Caçapava, Sindicato Rural e Farrapo, que doaram quatro câmeras de monitoramento para serem instaladas nas principais ruas da cidade.

“A doação foi feita para o Grupo de Apoio da Brigada Militar e, na época, a instalação ficou a cargo da Prefeitura. A informação que temos é que os equipamentos ainda não foram instalados, mas certamente auxiliariam muito e dariam um pouco mais de segurança aos comerciantes da cidade”, salienta.


Código penal

Segundo o advogado Rogério Castro, existe pena para quem comete furto. Conforme o Artigo 155 do Código Penal, subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel, a pena que se aplica é de reclusão, de um a quatro anos. A pena pode aumentar se o crime for praticado a noite ou diminuir se o criminoso é primário.

“Tem muitos casos de pessoas que estão presas por crime de furto no nosso município. A maioria é de reincidentes”, ressalta.


Por Eduardo Schneider

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