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  Opinião - Economia

Harri Gervásio: O que fazer?

Por farrapo.rs
10/10/2018 17:10
 
 

Harri Gervásio Economista

O Caçapavano, Harri Goulart Gervásio é um profissional liberal, formado em Economia pela Universidade Federal de Santa Maria, Pós-Graduado em Administração de Empresas pela UFRGS e Pós-Graduado em Gestão Empresarial pela URCAMP. Técnico em Transações Imobiliárias pelo Senac.

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No tilintar de informações e prognósticos sobre as eleições o setor empresarial esta numa situação difícil a respeito das ações futuras. Em todo negócio é exigido um mínimo de planejamento, tanto no curto como no médio e longo prazo. A empresa que se preza trabalha com cenários e assim estabelece produção e investimentos. O curto prazo já está definido. A economia deve ficar num ritmo fraco e os números devem igualar os de 2017.  Os empresários estão considerando o 2018 igual a 2017, sem quedas ou altas significativas. Num processo de planejamento é necessário considerar todas as possibilidades e dai programar ações e estimar resultados. É um exercício difícil, mas que todos devem trabalhar.

Cenário otimista
Imagine que o candidato vitorioso nas eleições para Presidente da Republica, esteja determinado a proceder às reformas necessárias para facilitar o crescimento da economia brasileira. Claro que junto com a vontade é necessário apoio do Congresso Nacional, que aprove os projetos encaminhados. É bem possível que dentro dos primeiros 12 meses os resultados já apareçam. Neste cenário é imaginar que os empresários e empreendedores criem coragem de movimentar a produção voltando a ocupar a capacidade ociosa provocada pela crise econômica recente. Além disso, em função da confiança baseada em ações do governo, partirão para execução de projetos que estavam engavetados bem como prospecção de novas oportunidades. Esta fase vai demandar investimentos em bens de capital que são importantíssimos no processo de crescimento da economia. No que se referem ao capital estrangeiro, com confiança no governo e investimentos internos acontecendo, a chegada de capitais, investidos na produção é facilitada. Claro que neste cenário o governo buscaria o equilíbrio nas contas públicas, com medidas de curto, médio e longo prazo, fazendo a sua parte, pois de nada adiantaria que o setor privado desse todo o esforço sem a resposta da gestão publica. Aos poucos o setor público voltaria a ter capacidade de investimento. Uma coisa traria outra, num efeito dominó positivo. PARA FRENTE!!!

Cenário pessimista
Imaginem que o candidato vitorioso neste caso, seja avesso as reformas ou passe a discutir aquelas em andamento e até mesmo a já aprovadas. Isto geraria uma paralisação total na economia, que já esta debilitada. Tudo ficaria para mais tarde. Aconteceriam grandes discussões com o Poder Legislativo. Governo despreocupado em relação ao déficit público, lutando para aumenta-lo, na busca de recursos para investir. No lado do empresariado a incerteza continuaria, sepultando aumentos na produção e colocando por terra novos projetos. É possível que a economia que já esta debilitada continue na depressão, sendo possível que num curto prazo volte à recessão econômica. Setores em crise, crescimento no desemprego e diminuição na renda afetando diretamente o consumo. Neste caso as empresas buscariam um novo padrão de funcionamento, procurando apenas subsistir. Como se diz ir se aguentando. A redução de custos e a dispensa de mão de obra seria a discussão do dia a dia. Queda na arrecadação comprometendo pagamento de compromissos da divida. Tudo isto afugentaria a chegada de recursos externos, prejudicando investimentos e o fechamento da balança. PARA TRAS!!!

Cenário neutro
Nem otimista e nem negativo, o novo governo entraria com a visão de empurrar tudo com a barriga, sem vontade de resolver as coisas. O tempo seria o grande aliado. Grande busca por compor com o congresso, visando uma estabilidade, fugindo de projetos polêmicos que afetassem a imagem e provocassem discussões. Vamos deixar como esta para ver como é que fica! As desculpas pela paralisia seriam de que a situação encontrada é muito difícil e que somente num segundo momento as ações mais importantes poderiam ser tomadas. Tudo fica para depois. O setor privado ficaria na espera de novos momentos tentando se manter dentro de um quadro já conhecido. A expectativa seria de que nem melhor e nem pior. Os investimentos externos selecionariam as opções oferecidas. PARADO!!!

Evitando imprevistos
Mesmo que seja extremamente difícil é justo que aquele empreendedor que queira se precaver, deve planejar dentro destes três cenários e encontrar maneiras de trabalhar seja qual for o acontecido. Hoje infelizmente esta é a realidade, obscura em relação ao futuro do Brasil e a prudência mostra que para evitar sustos e imprevistos é necessário estar preparado para navegar em qualquer dos mares. Todas as possibilidades são possíveis e todos tem que estarem prontos. O tempo é  agora, depois pode ser muito tarde. É Brasil!!!

Pense
Você não é derrotado quando perde. Você é derrotado quando desiste.

Indicadores de Confiança                                   
Dados de 05/10/2018

Salário Mínimo
Salário Mínimo Nacional = R$ 954,00 -  R$ 31,80 p/ dia e R$ 4,33 p/ hora.
Salario Mínimo Regional = R$ 1.196,47/ 1.224,01/ 1.251,78/ 1.301,22/ 1.516,26

Construção Civil – agosto de 2018.
CUB/RS – Sinduscon/RS 
Residência Unifamiliar (normal) – R$ 1.813,73 m2. / variação 12 meses = 3,90 %
Residência Multifamiliar (normal) – R$  1.500,28 m2. / variação 12 meses = 5,27%
Custo Nacional da Construção Civil –  Sinapi – IBGE
Brasil = R$ 1.176,83m2  /  variação  12 meses = 3,94%
Rio Grande do Sul = R$ 1.168,34 m2  /  variação 12 meses = 3,96 %
Mão de obra – Valores pagos  - Sinduscon
Pedreiro = R$ 7,17/h
Servente = R$ 5,27/h

Taxas de Inflação – Índices de Preços – setembro de 2018
IGP–M (FGV) = 1,52%     /  acumulado 12 meses = 10,04%
INCC-M ( FGV)  =  0,17% / acumulado 12 meses = 3,86%

Reajuste de aluguéis (exemplo) – Anual,  corrigido por um índice de inflação escolhido pelas partes, acumulado dos últimos 12 meses. 
Ex: Aluguel R$ 200,00(12º. mês set.) + 10,04% (IGPM) = Novo valor (out) = R$ 220,08

         
Taxa Selic = 6,50 % a.a.      Taxa de Juro de Longo Prazo (TLP) = 6,56% a.a.


Por farrapo.rs

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