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  Opinião - Economia

Harri Gervásio: Incapacidade dos políticos

Por farrapo.rs
08/03/2018 15:30
 
 

Harri Gervásio Economista

O Caçapavano, Harri Goulart Gervásio é um profissional liberal, formado em Economia pela Universidade Federal de Santa Maria, Pós-Graduado em Administração de Empresas pela UFRGS e Pós-Graduado em Gestão Empresarial pela URCAMP. Técnico em Transações Imobiliárias pelo Senac.

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O dia a dia tem mostrado o setor politico incapaz de promover as reformas necessárias. Todos sabem da real necessidade de ajustar aquilo que está desequilibrado. O país é um todo, composto de vários setores intimamente interligados e interdependentes, onde um desajuste pontual provoca repercussão em outros. É notório que o setor público esta doente, sem nenhuma possibilidade de continuar vivo sem as necessárias reformas. Em primeiro lugar é importante reduzir o seu tamanho, pois ao longo do tempo, em função da politicagem, o setor público foi abocanhando fatias do setor privado, criando empresas que lhes renderiam cargos e destes vinham os votos. Foi à maneira encontrada de sustentação no poder. O executivo tem feito força para vender os penduricalhos, repassando empresas e serviços para a iniciativa privada, mas aí vem o corporativismo, e nada é resolvido. “Eu quero reformas, mas o meu fica fora”. O executivo tem a caneta, mas quem resolve é o legislativo. A pressão para deixar tudo como está é muito forte e nada é decidido. Se antes estava difícil imagine agora, num período eleitoral, tudo vai ser empurrado com a barriga, sinal claro de que a nova gestão herdará os hortifrutigranjeiros, ou seja, os pepinos e os abacaxis. Neste sentido, reformas, tudo indica que será mais um ano perdido. Sinal claro deste desalento é o repetido corte da nota de crédito pelas agencias de classificação de risco, a última foi a Fitch. Hoje a nota do Brasil é BB-, ou seja, maus pagadores, três níveis abaixo do grau de investimento, que acolhe os confiáveis. O setor politico com a composição atual se mostra incapaz de promover as reformas necessárias. Será que com a próxima turma será possível? Só resta acreditar e escolher muito bem o voto. A próxima eleição deve ser decisiva para ao futuro do país! Cuidado, pois a próxima crise pode estar logo ali.

Cadê os lideres?
Olhando sem paixões é possível perceber a falta de novas lideranças no cenário nacional, bastando para isto olhar aqueles que se apresentam para concorrer a Presidência da Republica. Nomes por demais conhecidos, usados e abusados, que pretendem novamente conquistar o topo do poder. Em contato com o Economista, Professor Antônio C. Fraquelli, grande mestre que continua ensinando, participando do dia a dia da mídia da capital, afirmou: “Eu creio que nunca o país esteve em situação tão difícil, mesmo em crises anteriores a gente encontrava lideranças prontas para dar um rumo ao nosso Brasil. É preciso boa dose de fé para levar os textos adiante.” Sem duvida nenhuma esta é a grande preocupação de hoje. Quem esta em condições de mudar o rumo, o desgoverno deste país? A crise é muito séria e somente pode ser resolvida se este país for administrado sem politicagem ou favorecimento, realizando as reformas necessárias e que todos há muito tempo já sabem. Caso isto continue sendo empurrado com a barriga todos nós vamos morrer abraçados. Procura-se lideres!!!!

Jornal impresso
No surgimento da televisão era dito que ela amordaçaria e mataria as rádios, mas elas estão cada vez mais vivas. Jamais a TV competirá com a instantaneidade, espontaneidade e improviso do rádio. Ali inexiste decoreba e edição. Pois com o surgimento da internet muitos afirmavam que seria a morte dos jornais impressos. Hoje se assiste a perfeita convivência, cada um com o seu espaço e seu publico. O retorno da impressão do Jornal do Brasil é um marco que vem afirmar a força e o poder do veiculo impresso, onde se poder ler, reler, estudar, etc. Salve o retorno do Jornal do Brasil, sua lacuna deixada jamais foi ocupada.

Boas perspectivas
Todos sabem que num processo de desenvolvimento econômico o setor industrial é muito importante, principalmente devido a sua capacidade de difusão de ventos favoráveis. Nos últimos três anos este setor teve quedas generalizadas o que impactou o emprego e a renda. Segundo dados do IBGE, o crescimento industrial no ano de 2017 foi disseminado, apresentando resultados positivos em mais de 60% dos setores. Nos primeiros meses de 2018 este comportamento continuou o que permite degustar um bom prato de esperanças. O importante nestas informações é de que, os bons ventos sopraram para além da indústria automobilística, acordando setores que estavam emperrados. Só é bom conter a euforia porque o emprego ainda esta sem receber esta vitamina, pois a capacidade ociosa ainda é grande e existe certo receio de contratar e investir. Se de um lado existe otimismo de outro a incerteza arrefece os ânimos e as barbas acabam ficando de molho. Prudência e caldo de galinha faz bem para todo o mundo.

Pense
Sexta-feira é o dia em que a virtude prevarica.

Indicadores de Confiança                                   
Dados de 02/03/2018

Salário Mínimo
Salário Mínimo Nacional = R$ 954,00 - R$ 31,80 p/ dia e R$ 4,33 p/ hora.
Salario Mínimo Regional = R$ 1.175,15/ 1.202,20/1.249,47/1.278,03/1.489,24

Construção Civil – janeiro de 2018. 
CUB/RS – Sinduscon/RS 
      Residência Unifamiliar (normal) – R$ 1.749,07 m2. / variação 12 meses =  3,57%
      Residência Multifamiliar (normal) – R$ 1.440,95m2. / variação 12 meses = 3,99%
Custo Nacional da Construção Civil –  Sinapi – IBGE
      Brasil =   R$  1.146,90 m2  /  variação  12 meses =  3,90%%
      Rio Grande do Sul = R$  1.132,42 m2  /  variação 12 meses =  3,51 %
Mão de obra – Valores pagos  - Sinduscon
      Pedreiro = R$/h 6,93
      Servente = R$/h 5,53

Taxas de Inflação – Índices de Preços  - fevereiro de 2018.
IGP–M (FGV) =  0,07%  / acumulado 12 meses  =  -0,42%
INCC-M ( FGV)  =  0,14% / acumulado 12 meses = 3,61%

Reajuste de aluguéis (exemplo) – Anual,  corrigido por um índice de inflação escolhido pelas partes, acumulado dos últimos 12 meses. 
Ex: Aluguel R$ 200,00(12º. mês fev.) + 3,61% (INCC) = Novo valor (mar) = R$ 207,22

 

Rendimentos da Caderneta de Poupança – março

02, 03, 04, 05   =   0,399%

         
Taxa Selic = 6,75 % a.a.      Taxa de Juro de Longo Prazo (TLP) = 6,75% a.a.


Salvo erros de grafia.

Por farrapo.rs

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