Economia

Valor e volume das exportações gaúchas crescem em 2017

Soja em grão e veículos automotores foram os produtos que mais contribuíram para a elevação, em valor e volume, das exportações gaúchas

25/01/2018 16:05
 

A Fundação de Economia e Estatística - FEE divulgou nesta quinta-feira, que em 2017, as exportações gaúchas totalizaram US$ 17,790 bilhões, o que representou um aumento de 7,3% em relação a 2016, o equivalente a US$ 1,207 bilhão. Isso decorreu do aumento em volume (9,6%), visto que os preços apresentaram queda (-2,1%).

Foto: Arquivo/Luiz Antônio Teixeira
Os dados obtidos no ano passado fizeram com que o Rio Grande do Sul fosse o quinto maior estado exportador do Brasil, apresentando 8,17% das vendas externas nacionais, o que representou uma queda de 0,78 p.p. quando comparado com 2016. No âmbito nacional, em termos de valor, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná ficaram acima do Rio Grande do Sul.

Houve acréscimo no valor exportado dos produtos básicos e manufaturados e redução no dos semimanufaturados. As vendas dos produtos básicos totalizaram US$ 9,286 bilhões, com incremento de US$ 732,960 milhões (aumento de 16,8% no volume e redução de 7,1% nos preços), respondendo por 52,20% do total exportado no acumulado do ano. As exportações dos produtos manufaturados atingiram US$ 7,009 bilhões (39,40% da pauta exportadora), com acréscimo de US$ 628,280 milhões (elevação de 3,7% no volume e de 6,0% nos preços). Por último, os semimanufaturados lograram US$ 1,371 bilhão (7,71% do total exportado ao exterior), exibindo redução de US$ 167,197 milhões (queda de 15,5% no volume e incremento de 5,5% nos preços).

Os principais produtos exportados pelo Rio Grande do Sul foram: soja em grão (26,05%), fumo em folhas (8,74%), carne de frango (6,14%), polímeros (5,82%) e automóveis de passageiros (3,80%). Esses cinco produtos representaram mais da metade (50,55%) do valor exportado total pelo Rio Grande do Sul. No que se refere aos principais países de destino dos produtos gaúchos, sobressaíram-se: China (30,12%), Argentina (10,50%), Estados Unidos (7,28%), Chile (2,61%) e Bélgica (2,45%), os quais, associadamente, foram responsáveis por 52,96% das vendas externas gaúchas em 2017.

Ademais, destacaram-se os crescimentos das exportações de soja em grão (US$ 860,598 milhões), automóveis de passageiros (US$ 330,298 milhões) e hidrocarbonetos (US$ 110,695 milhões). As vendas de soja em grão elevaram-se 22,8% (alta de 29,6% em volume e redução de 5,2% nos preços), as de automóveis de passageiros sofreram incremento de 95,3% (elevação de 110,6% em volume e queda de 7,3% nos preços) e as vendas de hidrocarboneto aumentaram 52,8% (incremento de 7,5% em volume e de 42,2% nos preços).

Por outro lado, os maiores recuos nas vendas externas ocorreram nas plataformas de perfuração ou de exploração, que não foram exportadas em 2017 (queda de US$ 388,889 milhões), no farelo de soja (redução de US$ 250,529 milhões ou -28,3%: -18,4% em volume e -12,1% nos preços) e na celulose (recuo de US$ 165,173 milhões ou -27,9%: -31,6% em volume e aumento de 5,4% nos preços).

Por conseguinte, pode-se enfatizar o elevado incremento das exportações de automóveis em 2017, visto que seu valor exportado quase dobrou. A maior parte desses veículos automotores teve como destino países da América Latina, decorrência, em grande parte, de acordos automotivos realizados entre o Governo brasileiro e alguns países latino-americanos a partir de 2015. Ademais, a elevação nas vendas externas também foi um modo de compensar o baixo dinamismo do mercado interno brasileiro de veículos automotores. As vendas de soja em grão também obtiveram considerável elevação no período, as quais derivaram do crescimento da colheita do produto.

Em contrapartida, ênfase negativa pode ser atribuída à ausência das exportações de plataformas de perfuração ou de exploração. Isso derivou de dificuldades encontradas pelo Polo Naval de Rio Grande, que se deveram à redução nas encomendas realizadas pela Petrobrás. Além disso, a redução nas vendas para o exterior de celulose derivou da paralisação, de agosto a novembro de 2017, de uma das plantas da Celulose Riograndense, localizada no Município de Guaíba.

Fonte: FEE-RS


Fonte: farrapo.rs

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