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  Opinião - Economia

Harri Gervásio: Pós- verdade

Por farrapo.rs
05/12/2017 15:49
 
 

Harri Gervásio Economista

O Caçapavano, Harri Goulart Gervásio é um profissional liberal, formado em Economia pela Universidade Federal de Santa Maria, Pós-Graduado em Administração de Empresas pela UFRGS e Pós-Graduado em Gestão Empresarial pela URCAMP. Técnico em Transações Imobiliárias pelo Senac.

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Esta palavra foi escolhida em 2016, pelo Dicionário Oxford, como a palavra do ano. É um neologismo  utilizado para explicar a avalanche de informações falsas que circulam no dia a dia, principalmente nas redes sociais. Na eleição de Trump foi muito usada e na separação do Reino Unido da União Europeia foi a principal ferramenta para direcionar opiniões. Foram informações foram compartilhadas, e depois ficaram sem comprovação, mas aí o estrago já estava feito. Claro que a manipulação de noticias é coisa antiga, mas agora, com o advento da mídia eletrônica tem sido usada como forma de atingir um grande público de maneira rápida e sem responsabilidade. Os próprios governantes estão usando este tipo de comunicação. A pouco se falava em distorcer a verdade, mas hoje o termo certo é girar a verdade, e aí surgiram novos jornalistas e informantes que agregam uma série de seguidores ávidos por nova e  intrigantes noticias. Com esta realidade a receita é uma boa dose de desconfiometro, analisando aquilo que é lido e ouvido e até o que visto, colocando sempre um pé atrás. Claro que tem aqueles que escolhem o que querem acreditar, mas o perigo esta em espalhar estas pós-verdades. Nos dias atuais se assiste verdadeiras novelas que embalam noticias simples, levando os ouvintes, leitores e espectadores a uma viagem pelo mundo das ilações e fantasias, o que é propósito dos editores. Logo o Brasil estará entrando num ritmo mais intenso da propaganda eleitoral, pois em 2018 acontecerá uma eleição decisiva para os caminhos futuros deste país. Desconfie dos mágicos! Alguns afirmam que as mídias eletrônicas serão decisivas na hora do voto, portanto é necessário todo o cuidado e a utilização de um bom filtro para saber o que realmente é verdade e aquilo que deve ser deletado. Todos tem uma grande responsabilidade na hora de reproduzir e compartilhar determinadas informações sem antes analisar se a fonte é confiável e se o conteúdo é verdadeiro. É muito usada a expressão que onde existe fumaça existe fogo, mas cuidado porque esta fumaça pode ter sido provocada de propósito e ser de mentirinha.  Em ano eleitoral todo o cuidado é pouco, e nesta guerra serão utilizadas armas licitas e ilícitas. Você é responsável pela informação que produz e também aquela que compartilha!

Fome de consumo
Um longo período de dificuldades econômicas e financeira, ocasionaram aumento do desemprego, queda  na renda e insegurança total no dia de amanhã, levando todo mundo a realizar um aperto forçado na cinta. Tudo que foi possível foi cortado, inclusive aqueles bens de primeira necessidade. Claro que primeiro vieram os supérfluos, mas à medida que o tempo foi passando e as melhoras tardavam a chegar, o único jeito foi apelar para o desespero, evitando comprar. Agora, como as coisas estão bem melhores, a fome  e a vontade de consumir voltou com tudo. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a intenção de consumo das famílias alcançou o maior nível desde 2015, subindo 8% a mais do que o mesmo período do ano passado. Segundo eles, isto aconteceu devido à trajetória favorável da inflação e um recuo no custo do crédito. No item bens duráveis, a perspectiva de consumo cresceu 18%  em relação a mesma situação em 2016. Com estes dados positivos a projeção é de que o desempenho do varejo neste ano tenha o primeiro resultado positivo desde 2013. São dados importantes que permitem, aliados ao bom desempenho da indústria, projetar o melhor final de anos dos últimos três. Apenas uma recomendação, evite muita euforia, sair por aí comprando e gastando aquilo que tem e comprometendo aquilo que poderá ter, pois a incerteza politica desautoriza garantias da continuidade de bons ventos. Cuidado, e canja de galinha é um bom prato para este final de ano!

Crescimento morno
Sempre é bom dar uma olhada naquilo que os outros estão falando a respeito da economia brasileira, pois estar do outro lado é diferente. Os argentinos, segundo o jornal La Nacion, dizem que o Brasil apresenta um crescimento econômico morno, mas positivo, estimando que o PIB deste ano seja de 0,8% e no ano que vem poderá chegar a 2%. Já a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta que a economia brasileira sairá este ano da recessão (0,7%) e o ritmo deverá aumentar em 2018 (1,9%) e 2019 (2,3%). Os dados deste ano já são favas contadas, saímos da recessão com crescimento próximo de 1%, agora para os próximos nada é certo devido a incerteza politica. As reformas serão aprovadas? Quem vai ser o novo presidente? É prudente colocar as barbas de molho!

Colunista de Jornal
Mais um ano fui distinguido com o Mérito de Colunista de Jornal. Agradeço aos meus leitores.

Pense
Muitas vezes os fatores determinantes das vitorias não são as escolhas, mas sim as renuncias.

Dados de 02/12/2017

Salário Mínimo
Salário Mínimo Nacional = R$ 937,00 -  R$ 31,23 p/ dia e R$ 4,25 p/ hora.
Salario Mínimo Regional = R$ 1.175,15/ 1.202,20/1.249,47/1.278,03/1.489,24

Construção Civil – outubro de 2017. 
CUB/RS – Sinduscon/RS 
      Residência Unifamiliar (normal) – R$ 1.735,15 m2. / variação 12 meses =  4,07%
      Residência Multifamiliar (normal) – R$ 1.425,93 m2. / variação 12 meses = 4,14%
Custo Nacional da Construção Civil –  Sinapi – IBGE
      Brasil = R$ 1.139,52 m2  /  variação  12 meses = 3,90 %
      Rio Grande do Sul = R$ 1.127,62 m2  /  variação 12 meses = 3,19%
Mão de obra – Valores pagos  - Sinduscon
      Pedreiro = R$/h 6,93
      Servente = R$/h 5,56

Taxas de Inflação – Índices de Preços  - novembro de 2017
IGP–M (FGV) =  0,52%  / acumulado 12 meses   -0,86%
INCC-M ( FGV)  =  0,28% / acumulado 12 meses = 4,26 %

Reajuste de aluguéis (exemplo) – Anual,  corrigido por um índice de inflação escolhido pelas partes, acumulado dos últimos 12 meses. 
Ex: Aluguel R$ 200,00(12º. mês nov.) + 4,26% (INCC-M) = Novo valor (dez) = R$ 208,52

 

Rendimentos da Caderneta de Poupança – novembro.

01,02,03 e 04   = 0,427%

         
Taxa Selic = 7,5% % a.a.      Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) = 7,0% a.a.


Salvo erros de grafia.

 


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