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  Opinião - Economia

Harri Gervásio: Ventos favoráveis

11/09/2017 09:00
 
 

Harri Gervásio Economista

O Caçapavano, Harri Goulart Gervásio é um profissional liberal, formado em Economia pela Universidade Federal de Santa Maria, Pós-Graduado em Administração de Empresas pela UFRGS e Pós-Graduado em Gestão Empresarial pela URCAMP. Técnico em Transações Imobiliárias pelo Senac.

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Por mais que as coisas ainda estejam  tumultuadas é inegável perceber que os ventos, ao contrário do que vinha acontecendo no inicio deste ano, estão mais favoráveis. Com algumas sensibilidades é possível perceber que aquele desânimo que contagiava a todos esta aos poucos arrefecendo, e até começa a surgir um pequeno otimismo. Claro que a situação continua complicada, mas a primeira coisa necessária para que mudanças ocorram é a alteração no humor do mercado e isto é possível perceber. Os dados recentes do desempenho da economia brasileira apontam para números positivos. O Produto Interno Bruto, PIB, a soma das riquezas produzidas no país, no segundo trimestre, apresentou uma alta de 0,2% em relação ao anterior e em relação ao mesmo três meses de 2016 o avanço foi um pouco maior, 0,3%. Esta é a primeira variação positiva nos últimos 10 trimestres. Este resultado positivo fez com que os números do semestre fiquem nulos, zero a zero, ou seja, nos primeiros seis meses deste ano a economia brasileira parou de cair, Ainda é muito pouco, mas já representa alguma coisa após meses e meses de resultados negativos. É importante constatar que este crescimento foi puxado por serviços e consumo das famílias com destaque para a produção do comércio (+1,9%). Em relação à alta no consumo destaque para a desaceleração da inflação e a entrada financeira de recursos advindos do FGTS e PIS dos inativos. Olhando o lado do emprego é possível notar que o desemprego parou de crescer, o que já é um alivio. Alguns setores da indústria começam a respirar principalmente aqueles ligados à exportação, com destaque para a indústria automobilística. Os últimos resultados nas bolsas retratam parte deste otimismo que é salutar para uma economia que necessita sair do marasmo. Tudo indica que o pior já passou!

Otimismo
A onda de otimismo fez com que os economistas do mercado financeiro alterassem as projeções sobre o crescimento da economia para 2017, através de pesquisa do Boletim Focus do BC, passando de 0,34% para 0,50% e mantendo em 2% o crescimento para 2018. Subindo o resultado de 2017 e mantendo o  2018. Tomara que eles estejam certos!

Muita calma
Neste momento é necessária muita calma principalmente quando é percebida a chegada de ventos positivos em relação à economia, pois eles são incapazes de assegurar que assim vão continuar. Tem muitas coisas para serem resolvidas. Como arrefecer a crise politica? As delações do dia a dia vão permanecer agitando o mercado? Como vai ficar a reforma da previdência? A tão necessária e esperada reforma tributária vai sair do papel? O rombo nas contas publicar vai ser coberto por aumento na divida ou por novos impostos? O setor industrial vai conseguir reverter o quadro de baixa produção e falta de investimentos? A taxa de investimentos que hoje andam em torno de 15% vai permanecer em queda?  Quando a construção civil vai voltar a empregar? Os empregos temporários no final de ano serão capazes de assegurar crescimento na renda? Os Estados Unidos vai continuar convivendo com um bom momento econômico com crescimento no emprego ou o desastre motivado pelo Harvey vai modificar tudo para pior? O medo de uma nova guerra com o acirramento dos ânimos entre Coreia do Norte e Estados Unidos afetará os mercados? Claro que a recuperação da economia brasileira depende quase que totalmente dos aspectos internos e estes estão claros e bem definidos, porém de difícil solução, principalmente no curto prazo. O mais lógico é fichar um ano com crescimento nulo, ou quase isso, e esperar que o 2018 traga números mais positivos com um PIB acima de 1%. É muito pouco, mas já é alguma coisa. Neste momento a calma e uma boa canja de galinha é o mais indicado!

Saindo do sufoco
Finalmente o estado do Rio de Janeiro conseguiu assinar o seu plano de recuperação fiscal com o Governo Federal. Ele prevê aumento de receitas, medidas para redução de despesas, empréstimos e suspensão da divida do estado com a União. É o primeiro passo para tirar o estado de um sufoco que já dura meses. Com liberação imediata de um bom dinheiro, as contas, principalmente com o funcionalismo,  vão ser colocadas em dia. É o mesmo caminho que o governo do Rio Grande do Sul esta tentando percorrer mas encontra muita resistência. Tomara que tudo seja resolvido no curto prazo, pois inexiste saída diferente do que fizeram no Rio de Janeiro. Caso persista a situação atual a torneira que hoje esta apenas pingando vai deixar de gotejar antes do final do ano.

Pense
Ando devagar, mas nunca ando para trás.

Dados de 08/09/2017

Salário Mínimo
Salário Mínimo Nacional = R$ 937,00 -  R$ 31,23 p/ dia e R$ 4,25 p/ hora.
Salario Mínimo Regional = R$ 1.175,15/ 1.202,20/1.249,47/1.278,03/1.489,24

Construção Civil – agosto de 2017. 
CUB/RS – Sinduscon/RS 
      Residência Unifamiliar (normal) – R$ 1.736,06 m2. / variação 12 meses =  6,32%
      Residência Multifamiliar (normal) – R$ 1.425,11 m2. / variação 12 meses = 6,16%
Custo Nacional da Construção Civil –  Sinapi – IBGE
      Brasil = 1.134,82 m2  /  variação  12 meses = 4,42 %
      Rio Grande do Sul = R$ 1.126,85 m2  /  variação 12 meses = 5,94%
Mão de obra – Valores pagos  - Sinduscon
      Pedreiro = R$/h 6,93
      Servente = R$/h 5,52

Taxas de Inflação – Índices de Preços  - agosto de 2017
IGP–M (FGV) =  0,10%  / acumulado 12 meses  -1,71%
INCC-M ( FGV)  =  0,40% / acumulado 12 meses = 4,36 %
IPC (Fipe)  =  0,10%  /  acumulado 12 meses  =  2,09%

Reajuste de aluguéis (exemplo) – Anual, corrigido por um índice de inflação escolhido pelas partes, acumulado dos últimos 12 meses. 
Ex: Aluguel R$ 200,00(12º. mês ago.) + 4,36% (INCC-M) = Novo valor (set) = R$ 208,72

 

Rendimentos da Caderneta de Poupança – setembro.

08, 09, 10 e 11 = 0,50%   

         
Taxa Selic = 8,25 % a.a.      Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) = 7,0% a.a.


Salvo erros de grafia.

Fonte: farrapo.rs

Farrapo