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  Opinião - Economia

Harri Gervásio: Voltando

07/08/2017 09:02
 
 

Harri Gervásio Economista

O Caçapavano, Harri Goulart Gervásio é um profissional liberal, formado em Economia pela Universidade Federal de Santa Maria, Pós-Graduado em Administração de Empresas pela UFRGS e Pós-Graduado em Gestão Empresarial pela URCAMP. Técnico em Transações Imobiliárias pelo Senac.

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Após 45 dias dedicados para analise dos dados do Idese a respeito da situação de Caçapava do Sul, nos setores de educação, renda e saúde, voltam os comentários, noticias e informações do momento. De lá para cá pouca coisa mudou e o que aconteceu serviu para ratificar que a economia, mesmo debilitada, respira sem aparelhos. Falar em crescimento ainda é  cedo, mas pelo menos o monstro da recessão, que corroía a tudo e a todos, está adormecido. Possivelmente 2017 acabará com o PIB próximo de zero, mas sem sinal negativo. Mesmo com toda a anarquia e crise politica as variáveis econômicas teimam em permanecer ativas, sem resultados desanimadores.  É possível afirmar que se a situação politica fosse tranquila, com os poderes funcionando em harmonia, a economia brasileira já estaria apresentando números positivos e animadores. Resta a esperança de que as rusgas, diferenças e conflitos sejam resolvidos no menor espaço de tempo e o Brasil possa viver e trabalhar com mais tranquilidade. O setor produtivo necessita urgentemente de horizontes mais claros e menos incertos para sair do marasmo, investindo e gerando emprego. No lado do consumidor que todos querem é saber que o amanhã será sem surpresas, com expectativas de melhoras. No aspecto politico, seria ótimo que surgissem lideres capazes de reconquistar a confiança do povo, com capacidade de reverter esta imagem degradante dos ocupantes de cargos eletivos. É preciso fé!

Gasolina
Nos últimos dias a mídia, de uma maneira geral, fez um carnaval com o aumento no preço dos combustíveis, mas faltaram algumas especulações importantes. Lembrem que há pouco tempo aconteceram duas quedas nos preços dos combustíveis e em nenhum momento foram analisadas as repercussões positivas desta baixa. Desconheço alguma entrevista ou comentário de empresário ou comerciante falando que os preços dos produtos poderiam ter queda, pois o menor preço dos combustíveis deixaria o frete mais barato. O fato passou despercebido! Nenhum produto caiu de preço devido à baixa dos combustíveis. Agora, com os preços voltando aos patamares anteriores foi uma orgia, todos se manifestando, afirmando que tudo iria subir. A pergunta que fica é: se o preço dos combustíveis caiu, os fretes diminuíram, porque o preço dos produtos ficou igual? Quem ficou com esta diferença? Normalmente nestas ocasiões todos aproveitam para aumentar a sua margem de lucro.

Politica Petrobrás
Anteriormente os preços dos combustíveis eram administrados pelo governo com fins eleitoreiros e aí a Petrobrás ficou no vermelho durante vários anos contribuindo para um grande prejuízo. Agora tudo é conduzido profissionalmente, flutuando de acordo com o mercado e cenários internacionais. Os preços podem varias até semanalmente. Isto foi anunciado pela empresa. Hoje estão em alta e amanhã em baixa. Quando baixar, o preço das mercadorias vai diminuir? Quando aumentar tudo vai subir e os protestos vão acontecer? Reflita!

Noticia ruim da mais Ibope
É bom lembrar que tudo tem dois lados e muitas vezes é apenas exposto um, escolhendo aquele que dá maior repercussão.  Noticia ruim sempre da mais Ibope! Basta ver os principais noticiosos na televisão e comparar o volume de noticias negativas com as positivas. Hoje já existe um grupo de pessoas que evitam assistir determinados programas porque as deixam depressivas e pesadas. Em todo o lado se vê a força que os governantes fazem para divulgar números favoráveis, bons resultados, ações que deram certo, as chamadas agendas positivas. Acontece que a mídia, de uma maneira geral, despreza estes conteúdos devido pouca repercussão e interesse dos telespectadores o que se traduz em audiência. Imagine um noticiário onde fossem expurgados todas as noticias desagradáveis, incluindo apenas as boas. Em primeiro lugar daria muito trabalho, pois elas são em menor numero e em segundo o publico assistente seria bem menor porque o que vale é o sensacionalismo o impacto de um crime bárbaro, um grande acidente, um roubo milionário.  Uma nova descoberta que viria salvar vidas, com certeza, ficaria com um tempo menor. O ouvinte, leitor e telespectador tem que fazer um filtro da informação que recebe, armazenando aquilo que é importante e se perguntar, procurar saber o que foi omitido. O brasileiro precisa ser mais critico, analisando sempre os dois lados, até desconfiando daquilo que parece muito claro. Escolha o seu cenário! O seu bem estar depende muito do que você, vê, ouve ou lê. Conviver com pessoas positivas e alegres lubrificam o seu humor.

Pense
Dinheiro faz homens ricos, conhecimento homens sábios e a humildade faz homens grandes.

Dados de 04/08/2017

Salário Mínimo
Salário Mínimo Nacional = R$ 937,00 -  R$ 31,23 p/ dia e R$ 4,25 p/ hora.
Salario Mínimo Regional = R$ 1.175,15/ 1.202,20/1.249,47/1.278,03/1.489,24

Construção Civil – julho de 2017. 
CUB/RS – Sinduscon/RS 
      Residência Unifamiliar (normal) – R$ 1.730,50 m2. / variação 12 meses =  6,37%
      Residência Multifamiliar (normal) – R$ 1.419,91 m2. / variação 12 meses = 6,26%
Mão de obra – Valores pagos  - Sinduscon
      Pedreiro = R$/h 6,92
      Servente = R$/h 5,50

Taxas de Inflação – Índices de Preços  - julho de 2017
IGP–M (FGV) = -0,72%  / acumulado 12 meses = -1,66%
INCC-M ( FGV)  =  0,22% / acumulado 12 meses = 4,22 %

Reajuste de aluguéis (exemplo) – Anual, corrigido por um índice de inflação escolhido pelas partes, acumulado dos últimos 12 meses. 
Ex: Aluguel R$ 200,00(12º. mês jul.) + 4,22% (INCC-M) = Novo valor (ago) = R$ 208,44

 

Rendimentos da Caderneta de Poupança – agosto.

04 = 0,60%    05 = 0,58%   06= 0,55%  e  07 = 0,55% 

         
Taxa Selic = 9,25 % a.a.      Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) = 7,0% a.a.


Salvo erros de grafia.

Fonte: farrapo.rs

Farrapo