Segurança Pública - Sem confetes

Prefeito cogita cancelar o Carnaval por falta de segurança

Falta de efetivo para atuar no evento preocupa gestor

18/02/2017 18:25
2017-02-18 18:25:06
 

Secretário da Casa Civil, Márcio Biolchi, recebeu o prefeito Giovani Amestoy na quinta-feira, 16 (Foto: Prefeitura)

Em reunião na Casa Civil, em Porto Alegre, na quinta-feira, 16, o prefeito Giovani Amestoy pediu mais segurança para Caçapava do Sul. O pedido foi feito em virtude do fechamento dos plantões de órgãos de segurança pública no município, além da falta de contingente.

De acordo com o prefeito, a cidade contribui além do que pode com o Estado, mas relação tem sido uma via de mão única, com empenho único da Prefeitura.

“Caso não haja o auxílio de efetivo da Brigada Militar e da Polícia Civil, como nos foi informado, cancelaremos o Carnaval na cidade porque o Estado não cumpre sua função mínima, que é de fornecer segurança”, alegou Amestoy.

Dados da Brigada Militar do ano de 2016 mostram que em Caçapava foram registradas 596 ocorrências, a maioria de furtos qualificados (69), além de 15 roubos, nove tentativas de homicídio (sete consumados); 53 furtos simples, 27 apreensões de entorpecentes e 15 de porte ilegal de armas.

 

Pedido de reforço para a Casa Civil e Secretaria de Segurança Pública

Giovani Amestoy relatou a Márcio Biolchi, secretário-chefe da Casa Civil do Estado, a situação da segurança pública em Caçapava do Sul. Disse que esteve com o secretário de segurança pública do Estado, Cezar Schirmer, pedindo reforço para o município, mas que foi informado pelo secretário que a maioria dos novos agentes de segurança foram lotados na região metropolitana.

“Sabemos do estado de calamidade pública da área de segurança em todo o Estado, mas é um absurdo que municípios menores como o nosso, interioranos, onde vivem os produtores rurais que sustentam a economia do estado, e que são vítimas de abigeatários diariamente, sejam esquecidos pelo Estado quando da nomeação de novos agentes como ocorreu”, argumentou o prefeito.

Amestoy também informou a Biolchi ter entregue uma lista com nomes de policiais que têm o interesse de transferência para o município de Caçapava, além de apresentar dados correlacionados à segurança pública do município.

 

A contribuição da Prefeitura para a segurança pública

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, o Executivo repassou um valor significativo ao Estado nos últimos 12 meses. Foram R$10 mil à polícia Civil e R$10 mil à Brigada Militar.

Também colabora com a contratação de estagiários para a Civil, BM, Corpo de Bombeiros e Instituto Geral de Perícias que, além de funcionários, tem custo zero da locação do prédio onde funciona e que é mantido pelo município.

 

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