Segurança Pública

Caçapavana Cabo Toco, 1ª mulher da BM, é homenageada em Porto Alegre

Olmira Leal de Oliveira participou do movimento armado de 1923 aos 21 anos de idade

 

Fátima Gimenez venceu a 5ª Vigília do Canto Gaúcho, em 1987, com a música “Cabo Toco”, de autoria de Nilo Bairros de Brum e Heleno Gimenez (Foto: Luciano Evangelista/BM)

Termina nesta sexta-feira (13) a exposição realizada pelo Museu da Brigada Militar (BM) homenageando a Cabo Toco e todas as policiais militares femininas da corporação, em comemoração ao mês em que é celebrado, em 8 de março, o Dia Internacional da Mulher.

Na quarta-feira (12), o Museu reuniu a intérprete gaúcha Fátima Gimenez, vencedora da 5ª Vigília do Canto Gaúcho, em 1987, com a música “Cabo Toco”, de autoria de Nilo Bairros de Brum e Heleno Gimenez.

A cantora salientou a importância em sua vida e na história da música no Rio Grande do Sul da primeira mulher gaúcha a pegar em armas e participar da BM  como combatente.

“Não foi só uma música, foi um ato social. Antes, só eram cantados os feitos sobre heróis da Revolução Farroupilha. Foi a primeira vez que uma heroína viva foi homenageada”, lembrou Fátima.

O diretor do Museu e organizador da exposição, major Gilberto Guntzel, destacou o reconhecimento da instituição à Cabo Toco. “Ela é patrona da primeira turma de PMs femininas do Estado”, observou.

A caçapavana Olmira Leal de Oliveira, a Cabo Toco, foi recrutada aos 21 anos de idade, para servir na BM como combatente e enfermeira do 1º Regimento de Cavalaria, (hoje 1.º Regimento de Polícia Montada, sediado em Santa Maria).

Ela participou do movimento armado de 1923, quando Borges de Medeiros lutava pela legitimidade de sua reeleição ao governo do Estado. Lutou ainda nos movimentos revolucionários de 1924 e 1926. Ficou conhecida como Cabo Toco por sua baixa estatura e pela participação nas tropas da BM durante a Revolução Federalista. Faleceu em 21 de outubro de 1989, com 87 anos.

POLICIAIS FEMININAS
A Polícia Militar Feminina destinava-se inicialmente a atuar junto às mulheres, idosos e crianças, assumindo, de imediato, o policiamento na rodoviária, aeroporto, escolas e atividades de trânsito.

As policiais eram destacadas também para shows e eventos esportivos, em apoio às outras unidades operacionais, trabalhando na revista.

Mais tarde, passaram a atuar junto ao Centro de Operações Policiais Militares (COPoM) e a estabelecimentos penais, tornando-se uma constante, também, em todo o interior do Estado.

O ano de 1993 trouxe uma mudança significativa ao rumo da história da Polícia Militar Feminina, que teve suas duas companhias incorporadas ao 1º e 9º Batalhões de Polícia Militar. A partir daí, homens e mulheres passaram a desempenhar as mesmas funções, indistintamente.


Fonte: por Clelia Admar/Comunicação-BM

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